sábado, 2 de janeiro de 2010

As Festas da Aldeia do Rêgo


Dedico este modesto trabalho à memória dos meus pais, aqui na foto, com a minha esposa e os meus irmãos mais novos, Ilídio e Manuel.

* * * * *

O meu amigo Armindo Gonçalves, seguidor das Memórias do Rêgo, pediu-me para fazer um Post dedicado à Lavoira dos Cães da festa do São Bartolomeu do Rêgo, que se fazia na minha infância.

Aceitei. Mas entendo que não devo melindrar os outros santos que também têm as suas capelinhas em São Bartolomeu do Rêgo e nem todos os santos têm direito a festa.

Para mim, todos os santos merecem o mesmo respeito, sejam de madeira, barro ou outros materiais.

Por isso, os lembro aqui, para eles saberem que o Ambrósio não os esqueceu.

Lembro também a Senhora do Viso, que, embora não pertença à freguesia do Rêgo, porque a capela está situada na linha de divisão de Caçarilhe e Rêgo, o povo do Rêgo ao longo dos tempos vem considerando a Festa da Senhora do Viso, como sendo pertença da freguesia do Rêgo.

Na paróquia de São Bartolomeu do Rêgo, naquele tempo, além da igreja conheci três capelinhas, São Pedro no lugar de Arbonça, Senhora da Saúde no lugar da Lameira e São Bento no lugar de Quintela.

Cada santo tinha a veneração dos seus devotos, conforme as necessidades espirituais e credibilidade dos seus admiradores.

O São Bento que protegia as pessoas dos bichos peçonhentos e as livrava dos maus vizinhos do pé da porta, nunca lhe fizeram festa e até a capela estava abandonada.

O Apostolo São Pedro, segundo as crenças e lendas antigas que através dos séculos vêm sendo transmitidas de geração para geração, é o responsável das chaves para abrir as portas do céu às almas.

Apesar de ter uma missão das mais importantes, era a festa menos concorrida e quase passava despercebida, não fosse o povo de Arbonça nunca deixar andar os seus créditos por mãos alheias.

No dia da festa havia missa na capela e de tarde, rezava-se o terço e faziam novenas.

A noitada era festejada pelos Moços Novos. (Falarei disso nos costumes)

A casa do Simão de Arbonça, era responsável por zelar a capela e nunca deixou que o dia de São Pedro caísse no esquecimento.

A lavradeira, Arminda do Catalão que casou com o Simão de Arbonça foi durante anos, uma das responsáveis pela manutenção da capela.

Morreu no hospital de São João no Porto, e dois dias antes da morte, pediu-me para dizer à família que determinada quantia de dinheiro guardada em tal sítio (...) era proveniente de esmolas e promessas e pertencia ao São Pedro.

Transmiti aquela última vontade da Arminda do Catalão à sua mãe Albininha do Catalão.


Curiosidade

O verdadeiro nome do apóstolo era Simão, mas como havia outro apóstolo com o mesmo nome, os outros apóstolos chamavam-lhe Pedro e ficou para sempre conhecido por Pedro, e quis o destino que na paróquia de São Bartolomeu do Rêgo, a Casa Simão de Arbonça não deixasse cair no esquecimento o Apostolo Simão, que foi considerado o príncipe dos apóstolos.


Festa e Feira anual da Senhora da Saúde

A Senhora da saúde como era a protectora da nossa saúde, era a todo o instante lembrada pelo povo. Era aquela santa, que nas horas de aflição o povo se apegava.

Quando as doenças eram mais graves, os familiares prometiam à Senhora da Saúde, promessas bastante complicadas para cumprir.

Uma delas, era no dia da festa deslocarem-se a pé das suas casas, até ao recinto da capela sem fala. Durante o percurso não podiam falar para ninguém.

Vinha gente de muito longe, chegavam andar 60 quilómetros sem fala, para cumprir as promessas. Os que podiam falar, cantavam canções religiosas, “Queremos Deus”, “Miraculosa Rainha dos Céus” e outras.

As pessoas que iam a cumprir a promessa sem fala, levavam uma flor na boca, para não se esquecerem da promessa e dar sinal às pessoas que se cruzassem no caminho, que iam a cumprir a promessa sem fala.

A festa era muito concorrida. Com uma pomposa procissão, organizada com todos os requisitos, saía da capela e seguia o trajecto até ao estradão que ia para Pedroso, e depois regressava à capela. Durante o percurso a estrada nacional era cortada ao trânsito e originava longas filas de carros, porque era a única estrada que existia.

Os forasteiros vinham de vários concelhos. Alguns vinham em grandes ranchos com as suas tunas características das regiões donde moravam. Traziam harmónicas, ferrinhos, realejos, tambores, gaitas e violas.

Uns vinham para cumprirem promessas. Outros para fazerem os seus negócios.

O dia da festa era também dia de feira anual, onde se vendia e comprava todo o tipo de gado, bovino, caprino, ovino, galináceos, etc…Vendiam também alfaias para a lavoura, crivos, peneiras roupas, calçado etc.

O dia em que conheci a festa e a feira anual, foi muito feliz para mim. Nunca mais o esqueci.

Na véspera da festa, a senhora Albininha do Catalão, pediu à minha mãe se deixava eu ir “chamar” uma junta de vacas, das cortes situadas na mouta da mangarela, até à feira da Lameira.

A minha mãe autorizou. A senhora Albininha disse à minha mãe para eu ir ter a casa dela e que jantava lá e quando vendesse as vacas que me vinha trazer a casa.

A casa onde morava o Sr. António Catalão e Sr.ª Albininha e onde nasceram as filhas Elvira e Arminda, ficava junto à casa da tomada ao fundo do caminho que vinha do poço da fonte sair aos currais, e que ainda hoje existe. Embora intransitável.

Todo acanhado, lá apareci e fiquei à porta como de costume quando ia pedir a esmola. A Senhora Albininha logo que me viu, mandou-me entrar e sentar à mesa.

Era uma mulher destemida e muito somítica, mas naquele dia tratou-me como família. Comi comida igual à deles. Foi um fartote. Tirei a minha barriga de misérias.

Vim mais tarde a conviver com a feira mensal, a festa e feira anual, quando fui servir para a Lameira, na casa do Albino do Alves, (conhecido por “penico”) casado com a senhora Maria do Joana.

Esta casa era muito conhecida porque tinha um boi barrosão de cobrição e os agricultores iam lá levar as vacas ao boi.

O patrão, nos dias de feira, ia para lá e só vinha embora quando a feira acabava, mas por vezes era obrigado a vir mais cedo. Ele fazia de intermediário na venda e compra do gado para receber a sua comissão. Durante a tarde, como gostava da pinguinha, juntava-se aos feirantes que iam para as tascas petiscar e beber umas canecas. Ao fim da tarde estavam todos enfrascados.

Como todos se faziam acompanhar da racha de lódo, por dá cá aquela palha, começavam a zaragata. Era rara a feira que não houvesse barulho e alguns saiam de lá com uma grande polinheira.

O meu amo em vez de receber a paga do seu trabalho era mimado com umas landreiradas e aparecia em casa mais cedo com a cabeça partida, e o canastro todo empenado. Era muito fraquinho no jogo do pau. Nunca aprendeu o contra-jogo.


Festa da Senhora do Viso

A capela da Senhora do Viso está construída na demarcação das freguesias de Caçarilhe e Rêgo.

A sua localização é magnífica. Do seu recinto observam-se em todo o seu redor, belas paisagens de Celorico de basto e doutros concelhos.

A mãezinha de Bolada era muito beata e contou-me que a senhora do viso tinha oito irmãs, nasceram nove dum ventre, e como foram todas santas, foi combinado construir as capelinhas onde ficassem a ver umas às outras e na altura falou no nome delas, senhora da graça, senhora da saúde, senhora das neves etc.

Segundo a lenda que vem sendo contada, de geração em geração, a Senhora do Viso é responsável pelo nosso juízo.

Ouvi muitas vezes as pessoas idosas e a minha mãe dizerem: Deixa-te de toléria. Pede à Senhora do Viso que te dê juízo.

Foi sempre uma festa muito frequentada por gente de todas as idades, das freguesias de Celorico de Basto e dos concelhos vizinhos. Os romeiros vinham ali satisfazer variadas promessas. Dar a volta ao redor da capela de joelhos, novenas, que era dar nove voltas ao redor da capela.

Havia também a promessa do morto, que era meter a pessoa viva, dentro dum caixão, tal e qual como se estivesse morto e dar as voltas prometidas com o “morto” dentro do caixão ao redor da capela.

Os caixões eram alugados ali no recinto pela Comissão de Festas, aquelas pessoas que tinham de cumprir aquele tipo de promessas.

Aparecia naquela festa o primeiro vinho doce. Era transportado para o recinto em pipas colocadas em carros de vacas, onde era vendido em tigelas e canecas.

Alguns romeiros levavam cabaças e odres para comprar vinho doce para trazer para casa.

Naquela época e naquele dia eram ali vendidas melancias, melões e outras frutas e também vários doces, cavacas, rosquilhos, rebuçados de mel etc. Além das tasquinhas de comes e bebes cobertas por toldes instaladas no recinto.

A ordem era assegurada pela Guarda Nacional Republicana, que tinha grandes dificuldades em manter o recinto da festa sossegado.

A certa altura perdia mesmo o controle e limitava-se a proteger a capelinha de qualquer profanação ou estragos.

Naquela data era na festa da Senhora do Viso, que o povo de São Bartolomeu fazia os ajustes de contas, que se iam acumulando durante o ano. Roubo da namorada, tornas de água, negócios, falta de cumprimento da palavra, e outras pulhices.

No acto da infracção, o lesado lançava a ameaça. No Viso pagas.

Todos os homens e moços novos que iam à festa, iam munidos cada um com a sua racha. Pelo caminho para a festa, aqueles que iam já com intenções de saldar contas, por vezes cruzavam-se com os “devedores” e seguiam todos juntos na grande galhofa fingindo serem todos amigos.

No recinto iam gozando a festa e saboreando os petiscos acompanhados por uns bons cartilhos de vinho.

Depois de bem bebidos ao fim da tarde começavam as provocações. Os provocadores de tigela na mão cheia de vinho dirigiam-se aqueles que pretendiam aquecer o lombo e ofereciam-lhe o vinho. Como eles não aceitavam, os desordeiros esbarravam-lhe com a tigela cheia de vinho nas bentas. Outras vezes ao passar davam-lhe um empurrão.

As rachas começavam a trabalhar e o povo fugia para não ser atingido.

A guarda como não conseguia pôr termo à desordem sacudia-os para fora da festa.

Mas o jogo do pau continuava pelos caminhos abaixo, e quando algum tropeçava nas pedras, perdia o equilíbrio do jogo e era-lhe fatal, levava umas boas estadulhadas até ficar desacordado.

Encostavam-no a uma borda e ele ficava a ali a sonhar com coisas bonitas, até desacordar ou aparecer algum caminhante que o socorresse.

Porém, se o ferido não acordasse mais e ficasse a dormir eternamente, para o lembrar era colocada naquele sitio uma cruz ou umas alminhas.

Na Senhora do Viso, não dizia a letra com a careta, porque quando começavam a bater, malhavam sem dó nem piedade. Tinham pouco juízo.

Ambrósio Lopes Vaz

13 comentários:

  1. De Luis Mario Faria
    Caro amigo Ambrosio
    Mais uma vez envio um comentario sobre o que acabei de ler sobre as festas de S.Bartolameu do Rego e de outros Santos, gostei e gostei, pois isso me faz recordar os tempos de juventude e toda as novas geraçoes irao sentir as tradiçoes dos mais velhos, para que essas mesmas tradiçoes nao mais acabem, ainda mais supreendido fique foi de novo ver o meu poema ser mais uma vez publicado nas memorias do Rego mais uma vez muito obrigado pelo que tem feito pelas memorias da nossa terra.
    Na falada lavoira dos caes nos meus tempos de juventude participei sempre como todos os jovens, mas a que me marcou mais foi numa lavoira dos caes nos anos 70 aonde havia nao um diabo mas varios ou seja: Um diabo que era o pricipal e eu como outros era os filhos do diabo para supresa de muita gente aparecia diabinhos por todo o lado, mas o pior de tudo é que para ficarmos pretos passamos oleo queimado dos carros pelo corpo todo, o problema foi tirar esse oleo do corpo, jà pela noite dentro nesse tanque da minha mae onde como tradiçao o diabo se tira para dentro do tanque, o oleo nao saia do corpo, foi uma lembrança que nao mais esqueci.
    Como Rego foi e continua a ser uma terra de imigrantes como eu gostaria se ouver espaço dedicar ao imigrante um poema feito por mim em tempos de criança, um dos cerca de 300 poemas que escrevi em tempos de criança, nao os publiquei devido a ter erros ortograficos e muitos deles ser muito pessoais, nessa época enquanto guardava o gado no monte e na tropa eu lia muito e isso me dava ideias para escrever. O IMIGRANTE
    Filho porque deixastes
    a tua terra natal que sempre amastes
    Filho porque partistes
    da tua terra tao querida
    que sempre sentistes
    esta terra tua amiga.
    Teus pais choraram depois da tua partida
    Para viveres uma vida melhor
    Lutastes, vencestes com muito suor
    A tua partida naufragou os nossos coraçoes
    Filho lutas pela vida contra todos os cotratempos como espadas e punhaes.
    Com dor lutastes pela vida.
    Filho que deixastes tua terra natal
    partistes com um adeus para novas terras
    deste velho Portugal.
    Sofrestes muito para teres uma vida melhor
    mas vencestes com muito suor.
    Filho porque partistes desta tua terra amada
    do Rego tua terra natal tao querida
    Rego te viu nascer
    Rego te viu vencer
    Regressaràs um dia com saudade.
    Tu que destes vida a este velho Portugal
    Tu que lutas pelo bem estar dos teus
    sonhas com um feturo duma esperança renascida
    desta terra tao querida.
    Quando regressas ficas feliz e contente
    por te encontrares na tua terra natal.
    Emigrante que breve partiràs
    mas que brevemente regressaràs.
    Deixas uma saudade tao grande nos coraçoes
    daqueles que amas.
    Emigrante que tens amor à tua terra natal
    mas nao podes ficar,vais partir deste Portugal
    Tens de partir imigrante
    Mas em breve regressaràas imigrante
    ao teu cantinho Rego tua terra natal.......

    Um abraço deste amigo Luis Mario Faria

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  2. Amigo Luís Mário Faria, obrigado pelo teu comentário.Os teus comentários narram vivenças que se passaram no teu tempo e são muito importantes.Tu fostes pintado com óleo queimado,o meu pai, foi pintado com flugem da parinheira do forno e com sabão e água saiu facilmente.
    Amigo continua a enviar os teus comentários.
    Um abraço
    Ambrósio Lopes Vaz

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  3. SUGESTÕES PARA AS VOSSAS CONCEITUADAS FESTAS DE 2010: LUCAS & MATHEUS,
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  4. Fernanda Maria Alves Simão16 de fevereiro de 2011 às 14:19

    FERNANDA MARIA ALVES SIMAO. ARBONÇA

    Caixa de entrada X

    13 Fev (há 3 dias)
    Sr.Ambrósio Lopes Vaz,

    Acabo de ler "memorias da Freguesia do Rego.

    Sou a filha mais nova da Arminda do Catalão, e gostaria de poder dialogar com o Senhor sobre a minha mãe, pois, aquando o seu falecimento eu tinha apenas oito anos. Senti-me muito comovida ao ler esta noticia
    Agradeço se tiver oportunidade, pode contactar-me ao meu endereço e mail,

    Grata pela sua atenção, subscreve-me com elevada estima e consideração.



    Fernanda Maria Alves Simão

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  5. Cara Conterrânea, Fernanda Maria Alves Simão,agradeço a sua visita ao blogue "Memórias do Rego". Louvo a sua atitude no interesse que demonstra em conhecer o passado da sua mãe. Alguns filhos servem-se dos pais enquanto precisam deles. Quando os pais são velhos abandonam-nos e quando morrem esquecem-nos.
    Tomei a devida nota do seu contacto e vou partilhar consigo todos os conhecimentos que tenho da minha vizinha, Arminda do Catalão e minha companheira de escola até á terceira classe.Eu saí e ela continuou.
    Cara Amiga, aceite as minhas Cordiais Saudações. Ambrósio Lopes Vaz

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  6. Amigo Ambrosio

    Agradeço imenso pour recordar a vida passada da minha querida mae Arminda do Catalao. Fiquei muito orgulhoso ao ler estas belas recordaçoes. Foi um prazer de o encontrar no lugar de Arbonça no dia de pascoa. Porque ja fazia muitos anos que o nao via.

    Obrigado

    Amandio Alves Simao
    amandio.simao@gmail.com

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  7. Amândio deixou um novo comentário na sua mensagem "As Festas da Aldeia do Rêgo":

    Amigo Ambrósio

    Agradeço imenso por recordar a vida passada da minha querida mãe Arminda do Catalão. Fiquei muito orgulhoso ao ler estas belas recordações. Foi um prazer de o encontrar no lugar de Arbonça no dia de pascoa. Porque já fazia muitos anos que o não via.

    Obrigado

    Amândio Alves Simão

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  8. Amândio deixou um novo comentário na sua mensagem "As Festas da Aldeia do Rêgo":

    Amigo Ambrósio

    Agradeço imenso por recordar a vida passada da minha querida mãe Arminda do Catalão. Fiquei muito orgulhoso ao ler estas belas recordações. Foi um prazer de o encontrar no lugar de Arbonça no dia de pascoa. Porque já fazia muitos anos que o não via.

    Obrigado

    Amândio Alves Simão

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  9. Caro amigo Amândio Alves Simão, obrigado pela mensagem que deixou nas "Memórias do Rego", o prazer foi todo meu encontrar filhos da Saudosa amiga Arminda do Catalão, na minha visita ao lugar de Arbonça.
    Desloquei-me a Arbonça para ver a Casa Simão e recordar Arbonça antiga. A ultima vez que tinha estado em Arbonça foi á 69 anos.
    Fiquei maravilhado, com os lindos prédios e com a Casa Simão que foi transformado num magnifico solar.
    Cordiais Saudações.
    Ambrósio Lopes Vaz

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  10. Essas historias de porrada, era bem no Vizo e na Lameira, muitos depois da lameira de Agosto, estavam ansiosos que chegasse o dia da Senhora do Vizo para pagar as contas que ficavam a dever depois da Lameira. era sempre porrada, até eu pequnino com uma linda vara de marmeleiro que o meu pai me fez, na lameira alguém ma tirou depois disse da cà menino que preciso dela e la foi ele malhar com toda a força em quem calhava, limitei-me a ver de longe.

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  11. Amigo Zedelá, muito obrigado pelo seu comentário.Todos os comentários são bem-vindos, porque enriquecem as memórias do Rego.
    As minhas Cordiais saudações.
    Ambrósio Lopes Vaz

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